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"E agora, o que eu faço?"
"Kaj nun, kion mi faru?"

A maioria dos cursos de esperanto sem professor que eu li, seja por livros impressos ou pela internet, costuma trazer ao final uma pequena seção destinada a comentar sobre o que é útil fazer após o aprendizado do idioma, ou seja, onde vou usá-lo, como vou usá-lo, o que fazer para não esquecê-lo etc. Por isso, acredito que esta seção será boa para expressar minha opinião a você, que já aprendeu um pouco do idioma, sobre o momento posterior ao aprendizado, ainda que este não seja um curso completo. Vou dar uma resumida nos pontos que normalmente são expressos, adaptados aos atuais níveis de conhecimento de quem estudou o conteúdo deste site.

Como você já deve saber, este site não é um curso para que você possa aprender por completo a gramática e o vocabulário do esperanto, mas um conjunto de vocabulários organizados conforme a categoria, cada uma contendo as palavras mais usuais no dia-a-dia em esperanto. Por isso, é fundamental que, para que você possa dominar por completo o idioma, inicie imediatamente um curso básico de esperanto, pois, para que você perceba quão simples é este site, nem boa parte das palavras que se aprende em um curso básico normal ele oferece. Apesar disso, após a leitura de tantas palavras e do aprendizado das regras gramaticais básicas e da pronúncia, você já estará bem mais familiarizado para começar qualquer curso e discorrerá o aprendizado com bastante fluência, devido às habilidades iniciais que você adquiriu com o conteúdo deste site. Após concluir o curso básico, não pare: estude também materiais destinados a estudantes de nível médio e avançado, e incremente ao máximo seus conhecimentos na língua!

Sabemos ainda que tudo o que é bom na teoria pode não ser eficiente por não demonstrar eficácia na prática. Por isso, não deixe de praticar o idioma. Como? As melhores formas de se fixar um idioma em sua mente são ler, escrever e falar nele. Compre sempre livros e outros materiais sobre ou em esperanto, para que você use a língua corretamente e possa ter fluência na compreensão dos textos. Não deixe de visitar os inúmeros sites que, além de darem conselhos em relação ao uso da língua e informarem onde se encontram os principais clubes esperantistas do país, dão notícias atualizadas sobre as conquistas obtidas pelos falantes do esperanto para expandir seu idioma entre todos. E principalmente procure o clube esperantista (ou uma boa entidade espírita, se aí for praticado o esperanto) de sua cidade para poder usar o idioma na verdadeira prática conversacional; se não houver tais instituições, procure alguém em sua cidade que saiba falar esperanto e encontre-se constantemente com essa pessoa; se isso ainda não ocorrer, procure pessoas ou instituições em cidades próximas; se ainda assim você não obter sucesso, procure comunicar-se com esperantistas de outras cidades ou até de outros países, ainda que por correspondência (carta ou e-mail). Há ainda também vários sites inteiros ou salas de alguns sites de bate-papo que são reservados para esperantistas, e lá você pode encontrar muitas pessoas legais!

Procure também sites onde você possa não só ler, mas também ouvir falantes do esperanto. Muitos sites informam as rádios que oferecem programas nessa língua e alguns até oferecem os programas dessas rádios em arquivos de som que você pode abrir e ouvir! A compreensão e distinção do que está sendo dito é um dos principais indicadores do nível de domínio do idioma: de que adianta saber ler, falar e escrever se você não sabe ouvir? Lembre-se de que a fala foi "inventada" muito antes da escrita! E mais: como você acha que os jesuítas aprenderam os idiomas indígenas do Brasil? Ouvindo! Além disso, ouvir e saber o que está sendo ouvido da boca dos melhores falantes do esperanto proporciona-nos a posse dos melhores modelos para uma pronúncia neutra, normalizada e inteligível em qualquer parte do mundo. Tomem-se de exemplo os esperantistas brasileiros Aloísio Sartorato, Emilio Cid (este um grande poliglota e dono de uma belíssima voz) e Flavio Rebelo, que possuem muitos anos de experiência internacional com o esperanto, trabalhando muito por ele e, conseqüentemente, tendo que possuir uma boa pronúncia.

Aloísio Sartorato cita ainda que devemos participar do movimento esperantista, ou seja, estar presentes nos principais eventos e tomar parte de tudo o que acontece no mundo esperantista. Pois, como eu digo em alguns textos do site, a difusão do esperanto depende do esforço e do empenho realizado pelos esperantistas e quaisquer outras espécies de falantes do esperanto. O grande autor também recomenda que não devemos "crocodilar" (em esperanto, krokodili), ou seja, falar com um esperantista que tem a mesma língua nacional que você nessa língua nacional; ele diz que é sempre recomendável que, quando encontramos um esperantista assim, devemos sempre falar em esperanto com ele, para que sempre consigamos ter oportunidades de treinar a conversação na língua de Zamenhof.

Nada mais tenho a declarar, principalmente porque tenho muito pouca experiência em círculos e cursos esperantistas pelo fato de eu ser um autodidata e trabalhar muitas vezes sozinho. A última coisa que recomendo é que você pratique o esperanto, para que você nunca possa esquecê-lo. Para saber onde encontrar bons sites em e sobre esperanto, não deixe de visitar a página "Sites de esperanto", pertencente a este site mesmo.

Obrigado por visitar esta seção, e desfrute bastante do resto de meu site. Você merece, meu caro amigo! Fale bastante esperanto, e não deixe de sonhar por um mundo melhor!

No fim, tudo dá certo. Se não deu certo, é porque ainda não é o fim.
Fine, ĉiu sukcesas. Se oni ne sukcesas, ankoraŭ ne alvenis la fino.

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